miércoles, 13 de abril de 2011

Chuva


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As coisas vulgares que há na vida


Não deixam saudades


Só as lembranças que doem


Ou fazem sorrir



Há gente que fica na história


da história da gente


e outras de quem nem o nome


lembramos ouvir



São emoções que dão vida


à saudade que trago


Aquelas que tive contigo


e acabei por perder



Há dias que marcam a alma


e a vida da gente


e aquele em que tu me deixaste


não posso esquecer



A chuva molhava-me o rosto


Gelado e cansado


As ruas que a cidade tinha


Já eu percorrera



Ai... meu choro de moça perdida


gritava à cidade


que o fogo do amor sob chuva


há instantes morrera



A chuva ouviu e calou


meu segredo à cidade


E eis que ela bate no vidro


Trazendo a saudade

1 comentario:

  1. Canto de certo hai nesta letra!!!
    Moito que pensar e máis aínda que sentir.
    Grazas por este agasallo para a alma.
    Un bico. Patricia

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